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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Onze Minutos


Um livro que li na hora certa. Estava mesmo  precisando de palavras tão objetivas e de uma história tão real para (re)pensar no porquê de muitas coisas.
Uma história alucinante de uma mulher, Maria, que escolhe seguir o caminho mais fácil, digamos que o atalho desconhecido das nossas vidas. Esse caminho leva-lhe à prostituição, que inicialmente era uma vida que lhe agradava (devido às inúmeras facilidades). Com o passar do tempo e com a descoberta de uma pessoa especial, surgem muitas dúvidas que tornam Maria uma mulher dotada de muita sabedoria.
Porquê ler um livro sobre a vida de uma prostituta? Porquê ler um livro sobre algo a que, constantemente, apontamos o dedo? Porque ficamos a conhecer o ser humano de uma forma diferente. E ao contrário do que possam pensar, o livro demonstra-nos a intensidade dos nossos sentimentos e não as nossas necessidades fisiológicas secundárias - "o maior prazer não é o sexo, é a paixão com que ele é praticado".
Uma história perfeita para nos fazer refletir sobre o que somos, o que queremos, o que amamos e por que é que amamos.
Aprendi que ninguém é dono de nada, tudo é uma ilusão porque quem já perdeu alguma coisa que tinha como garantida, acaba por aprender que nada lhe pertence. Porquê? Porque ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém. Complicado? Não, simplesmente a realidade que eu precisava de encarar.
NOTA DO AUTOR: "Onze Minutos não se propõe a ser um manual sobre o homem e a mulher diante do mundo ainda desconhecido da relação sexual. É uma análise do meu próprio percurso, sem pretender julgar aquilo que vivi. Custou muito até que eu aprendesse que o encontro físico de dois corpos é mais que uma simples resposta a alguns estímulos físicos. Na verdade, ele carrega consigo toda a carga cultural da humanidade. Escrevi este livro para ver se podia dizer, se eu tive coragem de aprender tudo o que a vida quis me ensinar a respeito."
Paulo Coelho

Pollyanna Moça

pollyanamoca [Juvenil] Pollyana Moça   Eleanor H. Porter

"Pollyanna cresceu. É agora uma encantadora adolescente, amada por todos os que com ela aprenderam o famoso "Jogo do Contente".
Sua fama de pessoa especial vai além dos limites de Beldingsville, a cidadezinha onde vive com Tia Polly. Pollyanna recebe um convite especial para passar uma temporada em Boston. Alguém de lá precisa muito dela...
Nesta continuação de suas aventuras, Pollyanna não irá apenas conviver com pessoas fascinantes e conquistar novas amizades. Ela também encontrará o amor e conhecerá a inquietação, as dúvidas e as emoções de tirar o fôlego pelas quais passam todas as jovens apaixonadas.

O sucesso do romance Pollyanna, publicado pela primeira vez em 1913, foi tão grande que a autora, Eleanor H. Porter, logo escreveu uma continuação, editada em 1915: Pollyanna Moça, com novas peripécias da heroína, a órfã que conquistou o coração dos moradores de Beldingsville, a cidadezinha da Nova Inglaterra, Estados Unidos, onde fora viver com uma tia.
Pollyana, agora mais velha, é uma adolescente linda e gentil que continua ensinando a todos o seu "Jogo do Contente". As circunstâncias a levam a passar uma temporada em Boston, com uma amiga da família, e de novo a garota terá pela frente o desafio de curar os males da alma de quem sofre. Mas a história não pára por aí, nem o tempo deixa de correr. Pollyanna amadurece e, como toda jovem, encontra o amor e as surpresas de apaixonar-se.
Pollyanna Moça causou tanto encantamento quanto o primeiro romance. Traduzido no mundo inteiro, foi recebido com entusiasmo pelos leitores que já haviam se deliciado com a irreverente e irrequieta menina de 11 anos, capaz de encontrar em todas as coisas um sentido mais belo para a vida.
No Brasil, foi lançado pela Companhia Editora Nacional em 1934, com o primeiro volume, na Coleção das Moças, com tradução de Monteiro Lobato. Seguiram-se muitas edições, comprovando que Pollyanna tem lugar cativo na galeria das personagens imortalizadas pela literatura."

Pollyanna


Entre incontáveis livros da minha infância e adolescência, posso dizer que "Pollyanna" foi um dos que me marcou profundamente. Relendo-o agora percebo que não fui traída pela memória, passagens inteiras afloram à minha mente antes mesmo de completar a leitura.
Mas o que pode ter este livro, literatura de escolares e adolescentes, de útil ou interessante para os adultos? Acredito que  "Pollyanna" poderia ter o seguinte subtítulo: "Um livro sobre RESSIGNIFICAR".
Trata-se da história de uma menina de onze anos, filha de um missionário pobre, que após ficar órfã, vai morar em outra cidade com uma tia rica, rígida e severa, à qual não conhecia previamente. Pollyanna ensina às pessoas de sua relação na nova comunidade o jogo do contente, que havia aprendido com seu pai no dia em que esperava ganhar uma boneca e recebeu um par de muletinhas. Seu pai lhe explicou que não existia nada que não pudesse ter dentro qualquer coisa capaz de nos fazer contentes, e ela então ficou contente por não precisar das muletinhas. E depois desse dia, criou o jogo de procurar em tudo que há ou acontece, alguma coisa que a faça contente, e o ensina sempre que encontra alguém triste, aborrecido ou mal-humorado.

Este livro pode servir de várias maneiras, certamente é um belo treino em ressignificação de conteúdo. Serve como sugestão de leitura para nossas crianças e também para os adultos.
E como diz Pollyanna: "Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar, a gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la."
Talvez com menos qualidade, mas certamente interessante, encontra-se em locadores de vídeo o filme sobre o livro, com o mesmo nome.


Adeus China - O Último Bailarino de Mao


Li Cunxin nasceu em 1961, em Vila Nova, na Comuna de Li, perto da cidade de Qingdao, costa nordeste da China. O sexto de sete filhos em uma família pobre da área rural, Li viu sua vida de camponês na China comunista de Mao mudar drasticamente quando, aos 11 anos de idade,foi escolhido pelos conselheiros culturais de madame Mao para estudar na Academia de Dança de Pequim. Depois de um curso de verão nos Estados Unidos, para o qual foi um dos dois únicos selecionados, desertou para o Ocidente, tornando-se um primeiro bailarino do Houston Ballet.

Li Cunxin com Mary McKendry (sua esposa) em Pas de Deux de Esmeralda

Li com esposa e filhos

Difícil expressar o quanto eu gostei deste livro, realmente MARAVILHOSO ! Recomendadíssimo ! Tento sempre me lembrar do que li, tento me motivar lembrando do que Li Cunxin passou e se tornou. Gostaria de dividir com vocês um trecho:
” Certa vez, estudávamos em sua aula uma fábula cujo texto ocupava cerca de meia página. Shu Wen levou uma semana inteira para nos fazer entender o significado e a complexidade da história. Tratava-se de um fazendeiro que deixara passar a época do plantio, esperando que um coelho cego batesse a cabeça em uma árvore e morresse. Isso tinha acontecido uma vez, e o fazendeiro pensava que, se a situação se repetisse diaramente, nunca mais lhe faltaria alimento.
- Descobri como ter comida sem qualquer esforço! – ele garantiu à esposa. – Vou trazer um coelho por dia para casa, e teremos carne sempre!
Nenhum coelho cego apareceu, porém. Quando ele se convenceu de sua tolice, era tarde demais: a época do plantio se esgotara, e também as economias da família.
Assim como acontecera com outras histórias, a essência dessa fábula me marcou. Nada vem facilmente. Não há como cortar caminho. As coisas só acontecem quando se trabalha por elas. O tempo deve ser valorizado. “


O livro virou filme, mas aparentemente não tem data para estreiar no Brasil, abaixo um trecho do mesmo: